sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Lesões Musculares

Introdução

O músculo esquelético é dividido em dois tipos de fibras, dependendo de sua atividade metabólica e sua função mecânica.
As fibras tipo 1, conhecidas como vermelhas, lentas, têm baixa velocidade de contração e grande força de contração. Elas funcionam aerobicamente e são resistentes à fadiga.
As fibras tipo 2, conhecidas como fibras rápidas ou brancas, são subdivididas em dois tipos, de acordo com seu nível de atividade metabólica. Ambos os tipos são fibras de contração rápida e têm elevadas força e velocidade de contração.
Acredita-se que a proporção de fibras tipo 1 e 2 nos indivíduos sejam definidas geneticamente, com pouca capacidade de interconversão de um tipo a outro. Já a interconversão entre os tipos 2, A e B, é muito mais comum, dependendo do tipo de treinamento atlético.

Prevenção de lesões musculares

As lesões musculares podem ser evitadas através de um bom condicionamento físico, aeróbico, trabalhando a força muscular adequadamente e mantendo um bom alongamento da musculatura esquelética.

Mecanismos de Lesão Muscular

As lesões musculares podem ocorrer por diversos mecanismos, seja por trauma direto, laceração ou isquemia. Após a lesão, inicia-se a regeneração muscular, com uma reação inflamatória, entre 6 e 24 horas após o trauma. O processo de cicatrização inicia-se cerca de três dias após a lesão, com estabilização em duas semanas. A restauração completa pode levar de 15 a 60 dias para se concretizar.
As principais causas de lesão são o treinamento físico inadequado, a retração muscular acentuada, desidratação, nutrição inadequada e a temperatura ambiente desfavorável.
As lesões musculares podem ser classificadas em quatro graus: grau 1 é uma lesão com ruptura de poucas fibras musculares, mantendo-se intacta a fáscia muscular; grau 2 é uma lesão de um moderado número de fibras, também com a fáscia muscular intacta; lesão grau 3 é a lesão de muitas fibras acompanhada de lesão parcial da fáscia; grau 4 é a lesão completa do músculo e da fáscia (ou seja, ruptura da junção músculo-tendínea.
O lesão muscular por estiramento pode ocorrer nas contrações concêntricas ou excêntricas, sendo muito mais comum nesta última, com a falha freqüentemente ocorrendo na junção miotendínea.O diagnóstico é realizado pelo exame clínico, em que se percebe a nítida impotência funcional e pelos exames complementares que podem auxiliar também no tratamento e na prevenção de novas lesões.
Exames laboratoriais, como de Sódio, Potássio, Cálcio, Fosfato, Magnésio, VHS, podem ser úteis em determinadas situações, a critério do médico.
Na suspeita de uma doença da tireóide, em que podem ocorrer lesões musculares de repetição, pode se solicitar exames de marcadores desta glândula.
Na suspeita de lesões ósseas, como avulsões, os exames radiográficos podem ser úteis.
A Ultrassonografia, a Tomografia e a Ressonância Magnética também podem ser consideradas para auxiliar no diagnóstico e tratamento, tendo em vista que a correta localização anatômica da lesão é fundamental para o tratamento e previsão de retorno ao esporte.

Tratamento

A imobilização do músculo após a lesão, como em qualquer outro tecido, pode levar a atrofia e portanto deve ser evitada. A perda de massa muscular ocorre rapidamente e depois tende a estabilizar e a perda de força ocorre simultaneamente. A resistência à fadiga diminui rapidamente.
Já a mobilização precoce aumenta a resistência das fibras à tensão, melhora a orientação das fibras e mantém uma adequada vascularização do músculo, evitando a atrofia muscular.
Deve-se instituir de imediato a aplicação de gelo local, repouso relativo e medicações anti-inflamatórias. Após dois a três dias inicia-se então o tratamento fisioterápico, com ênfase na mobilidade e fortalecimento muscular e melhoria da resistência. A seguir trabalha-se a propriocepção e o condicionamento geral do atleta, inclusive aeróbico e o retorno gradativo às atividades, com liberação completa ao esporte quando o atleta se encontrar nas mesmas condições pré-lesão e sentir segurança para retornar.
Para o retorno do atleta à atividade, este deve possuir uma amplitude de movimento articular normal, estar completamente sem dor, edema ou derrame, com uma força muscular de no máximo 20% da normal e condicionamento cardio-respiratório normal.

Lesões Esportivas
Cãibras musculares: Causas e tratamentos


O que causa cãibras musculares?

Líquidos e o Fator Sódio
Apesar de existirem muitas causas para cãibras musculares, grandes perdas de sódio e líquidos costumam ser fatores essenciais que predispõem atletas a cãibras musculares. O sódio é um mineral importante na iniciação dos sinais dos nervos e ações que levam ao movimento nos músculos. Por isso, um déficit desse elemento e de líquidos pode tornar os músculos sensíveis. Sob tais condições, uma leve tensão e um movimento subseqüente podem fazer o músculo se contrair e se contorcer incontrolavelmente.

Estudo de caso de cãibra
Um estudo* dá apoio à teoria. Um jogador de tênis de elite perdia mais sódio na transpiração, em várias horas de jogo, do que todo o consumo diário. Durante uma partida intensa que resultou numa perda de transpiração de até 3 quartos por hora, o jogador teve cãibras. Após um teste fisiológico, foi recomendado que o jogador adicionasse sal à dieta e ingerisse bebida esportiva. Essa adição de sódio reduziu ocorrências subseqüentes de cãibras. Sempre que o jogador sentia cãibras durante o jogo, ele tomava uma bebida esportiva com cloreto de sódio. As cãibras pararam.
Após checar com um médico para corrigir as principais causas (Leia : " Outras causas potenciais"), um atleta que tem cãibras musculares depois de exercícios pode querer adicionar sódio às refeições. Dada a popularidade de dietas com pouco sódio, um déficit de sódio não está fora de questão quando um atleta está suando em taxas altas, particularmente nos meses quentes do ano. Lanches salgados ou um pouco mais de sal vão ajudar a repor o mineral. Consumir bebidas esportivas que contêm uma quantidade adequada de sódio também é uma maneira sutil de repor o sódio. Gatorade contém 90 mg de sódio por 200 ml, a mesma quantidade de sódio em um copo de leite ou fatia de pão. Esta é uma quantidade que ajuda a repor o sódio perdido e ainda atende aos padrões da FDA - Food and Drug Administration, dos Estados Unidos, para alimentos com baixo teor de sódio.

Preocupando-se com os minerais
Por muitos anos, atletas atribuíram cãibras à falta, no organismo, de potássio ou outros minerais como cálcio ou magnésio. No entanto, pesquisas mostram que esses minerais são menos propensos a causar cãibras. As quantidades de potássio, cálcio e magnésio no suor são baixas se comparadas com as de sódio e cloreto. Além disso, potássio, magnésio e cálcio são facilmente repostos com dieta. Conseqüentemente, um déficit desses minerais é raro.

Outras causas potenciais
Diabetes, doenças neurológicas ou problemas vasculares são fatores que favorecem a ocorrência de cãibras. Alguns relatos também indicam que o uso de certos suplementos dietéticos como creatina pode aumentar os riscos de cãibras musculares. Se cãibras apareceram sem um histórico prévio, consulte um médico para excluir causas mais sérias. Os atletas atribuem cãibras à falta de potássio ou outros minerais como cálcio ou magnésio. A opinião médica atual não dá apoio a esta idéia. Os músculos tendem a acumular potássio, cálcio e magnésio de forma tal que são perdidos em níveis menores na transpiração, se comparados com sódio e cloreto. A dieta geralmente fornece quantidades adequadas para prevenir déficits que iriam contribuir para a ocorrência de cãibras. Pesquisas futuras poderão nos mostrar outros resultados.

Prevenindo cãibras Previna
as cãibras antes que elas comecem, fazendo aos atletas as seguintes recomendações: 1. Beba muito líquido para ficar hidratado durante o exercício; 2. Reponha níveis de sódio durante os intervalos de exercícios pesados e transpiração abundante com uma bebida esportiva/isotônico3. Assegure uma recuperação nutricional adequada (particularmente para o sal) e descanse os músculos após um treino intenso.
Soluções rápidas para cãibras Quando as cãibras aparecerem durante um exercício ou competição, tome as seguintes medidas:
1. Alongar. Como as cãibras são normalmente relacionadas à mudança na capacidade de peso, alongamento e exercícios sem peso são tratamentos efetivos.
2. Massageie a área. Esfregar o músculo afetado pode ajudar a aliviar a dor e também auxilia no estímulo à corrente sangüínea e ao movimento de líquidos na área.
3. Estimule a recuperação. Descanso e reidratação adequada com líquidos que contenham eletrólitos, particularmente sódio, irão rapidamente trazer melhora.

Lesões no Joelho do Corredor

Chondromalacia e síndrome da faixa iliotibial

Sintomas - dor ou sensibilidade perto ou abaixo da rótula na parte frontal ou lateral do joelho. A dor é gradual, geralmente em uma perna, e aumenta gradualmente durante várias semanas. A cartilagem da patela - abaixo da rótula - desgasta-se; fica como uma lixa, geralmente produz um som de rangido já que não mais desliza suavemente sobre o joelho.
Causas - Correr sobre o declive no canto da rua, ou se boa parte do treino é através do declive lateral de uma ladeira; não realizar o seu aquecimento corretamente; quadríceps tenso, fraco ou fatigado; ajoelhar-se; jarrete tenso ou excessivamente forte; subir e descer escadas ou ladeiras; ficar sentado por longo tempo; ciclismo; super-pronação. E, me desculpem pessoal... correr muito forte ou muita quilometragem muito cedo no ciclo de treinamento. Corridas às pressas de manhã antes do trabalho, ou no horário de almoço, sem fazer aquecimento, também pode causar a chondromalacia, ou joelho de corredor.
Prevenção - Estabilize o pé usando tênis de corrida que se encaixem bem; use ortopédicos para melhorar o encaixe do pé no tênis; Evite os declives nos cantos das ruas; corra sobre superfícies mais macias. Evite correr ladeira abaixo. Reduza atividades ciclísticas do seu treinamento, ou use uma cadência maior com menor resistência. Faça um aquecimento completo incluindo exercícios de fortalecimento dos quadríceps; não deixe que os quadríceps fiquem acima de 50% mais fortes do que os jarretes. Alongue os jarretes, quadríceps e panturrilhas. Evite curvar acentuadamente os joelhos.
Tratamento - Funciona se você atacar o problema cedo; experimente com o descrito acima para detectar a causa. Grande consumo de vitamina C pode ajudar. Aspirina três vezes ao dia por três meses pode bloquear o desgaste da cartilagem, mas não arrisque os seus intestinos a menos que você também encontre a causa da lesão. Procure conselho médico. Raio X pode ser necessário para checar o desgaste da superfície da articulação. Quando acabar o inchaço, fortifique os quadríceps. Ortopédicos podem ajudar. Nade ou faça "corrida na piscina" (usando um flutuador). Uma joelheira com orifício para a rótula ajuda a muitos - mas não use isto como uma desculpa para evitar exercícios de fortalecimento dos quadríceps.

Síndrome da faixa iliotibial

As vezes escrita como ileotibial, esta síndrome é simplesmente uma dor na parte exterior do joelho. Excepcionalmente a dor pode aparecer em qualquer lugar até os quadris. Saiba dos sintomas, causas e como prevenir.
Sintomas - Dor que geralmente aumenta gradualmente durante a corrida. Pode sumir depois de correr.
Causas - Esta forte faixa vai desde o músculo por fora e em frente da pelvis ( músculo tensor facia latae), descendo pela coxa até inserir na tíbia. No local que ela passa pelo joelho, pequenos sacos de fluidos de amortecimento impedem que ela faça atrito contra o osso. Os sacos ou a faixa podem inflamar - tipicamente devido a: correr ladeira abaixo; mudanças no treino ou na superfície de corrida; movimentos excessivos dos pés; correr em superfícies inclinadas; pernas arcadas; super-pronação; tênis de corrida gasto; organismo desgastado (super-treinamento); tensão na faixa iliotibial; força nos quadris desigual; ou diferença no comprimento das pernas podem predispor à síndrome da faixa iliotibial.
Prevenção - Faça as mudanças no tipo de treinamento lentamente. Evite treino de ladeiras em curvaturas; evite curvas fechadas. Faça alongamento do iliotibial e alongue outros músculos importantes. Fortaleça o quadríceps fraco com exercícios de elevação de pé e de extensão de pé. Um ortopedista, para checar uma possível inserção especial para os tênis, também poderia ajudar.
Tratamento - Ataque a causa, mas diminua o volume de treinamento e tome anti-inflamatórios. Coloque gelo freqüentemente. Cortisona pode ajudar a aliviar a bursa; ou a área inflamada pode ser removida. Para diminuir ambos os tipos de insultos aos joelho, não faça subidas em escadas durante a reabilitação. Lembre-se do limite superior da faixa - ela pode ter problemas também.

Lesões comuns nos pés dos corredores e suas curas
Achilles tendinitis, torção no tornozelo, pé de atleta, unha preta, bolhas, joanete, esporão calcâneo, dedos encurvados, unha encravada, metatarsalgia, Neuromas, plantar fasciitis, sesamoiditis e fratura de estresse

Provavelmente você não lhes dá a devida importância, mas um par de pés sadios é o melhor amigo dos corredores. Afinal, seus pés batem no chão quase mil vezes por quilômetro. A cada passada, eles absorvem uma força várias vezes superior ao seu peso corporal. Eles aterrissam, rolam pra frente e decolam do chão. De novo, de novo e de novo. Afortunadamente os 26 ossos dos pés, 33 articulações e 112 ligamentos são perfeitamente desenhados para a corrida. Trate bem os seus pés, e eles lhe darão muitos quilômetros de exercícios sem dor e corridas repletas de alegria.
É lógico, os pés podem sofrer lesões. O impacto no chão, a fricção contra os tênis de corrida mal-ajustados, os germes nos vestiários - estes e muitos outros problemas podem resultar em lesões ou doenças nos pés. Então você nunca deve se dar ao luxo de não lhes dar a devida importância. Para ajudá-lo a proteger seus pés, temos aqui os 14 problemas mais comuns nos pés, incluindo como tratar cada lesão, como se precaver para que elas não se repitam e como retornar aos treinos. Siga estes conselhos e você poderá manter seus pés sadios por muitos quilômetros.
Achilles tendinitis - O tendão de Aquiles (tendão calcâneo) corre pela parte posterior da perna e conecta-se à panturrilha. Ele pode ficar inflamado devido ao uso excessivo e à falta de flexibilidade. Corredores jovens tendem a distender o tendão de Aquiles um pouco acima do calcanhar, mas à medida que o corredor fica mais velho, a tendinite costuma ocorrer mais para cima, onde o tendão se conecta à panturrilha. Um tendão de Aquiles inflamado fica sensível e rígido.
Causas - A corrida tende a retesar a panturrilha. Quando o músculo fica muito tenso, ele não permite a biomecânica natural da corrida e o tendão de Aquiles fica distendido e inflamado. Correr em ladeiras muito inclinadas ou aumentar seu volume de treinamento muito rapidamente pode resultar em inflamação no tendão. Se você continuar correndo apesar da dor, a inflamação pode transformar-se em ruptura parcial do tendão. Eventualmente, parte do tendão irá morrer, e o tendão remanescente enfraquecido, poderá romper-se facilmente.
Tratamento - Tome anti-inflamatórios, como ibuprofeno ou naproxeno sódio, duas ou três vezes ao dia. Massageie o tendão de Aquiles com gelo e tire alguns dias para descansar. Em alguns casos, um salto elevando de 1/4 de polegada a 1/2 polegada o calcanhar irá aliviar o estresse no tendão. Se você continuar sentido dor depois de duas semanas, deverá ver um fisioterapeuta orientado ao esporte ou um ortopedista.
Prevenção - Uma vez que a musculatura rígida da panturrilha e um tendão de Aquiles rígido resultam em tendinite, é imperativo alongar esta região. Ao contrário da sabedoria popular, é melhor alongar depois da corrida, não antes. Desta forma, seu tendão está aquecido e receptivo a um alongamento lento e gradual. Nunca alongue até o ponto de sentir dor. Também considere o uso de um tênis firme da categoria "motion-control" para limitar a pronação e a movimentação da parte traseira do pé, e certifique-se que não há pressão ou atrito do tênis sobre o tendão de Aquiles. Elimine ou diminua o treinamento em ladeiras.
Pode-se correr com isso? - Você não irá querer correr com Achilles tendinitis. Até a mais leve distensão do tendão pode resultar em ruptura parcial ou total, a qual pode ocasionar um dano permanente.
Torção no tornozelo - Torções resultam em dor e inchaço causado pela ruptura ou estiramento dos ligamentos ao redor do tornozelo, geralmente no exterior da articulação. À medida que as rupturas saram, formam-se tecido cicatrizado, o qual encrava-se no tecido normal e causa inflamação e dor contínua. Sem o tratamento apropriado, a dor no tornozelo pode persistir por meses, até anos.
Causas - Corredores costuma torcer o tornozelo ao pisar num buraco o tropeçar numa pedra ou na raiz de uma árvore.
Tratamento - Assim que torcer o tornozelo, pare de correr imediatamente. Você pode não sentir dor imediatamente, mas seu tornozelo pode sofrer danos se der continuidade à corrida. O próximo movimento é da mesma forma crucial. Eleve sua perna e aplique gelo e compressão. Se a dor e o inchaço persistirem, procure um médico. Uma torção séria de tornozelo pode ser tratada por um médico ou fisioterapeuta, que utilizarão ultra-som e massagem de fricção para reduzir o tecido cicatrizado.
Prevenção - Se você tiver tendência a torcer o tornozelo, evite trilhas com rochas ou terrenos irregulares. Use um tênis firme e com mais suporte para uma melhor estabilidade, e exercite-se para fortalecer a região do tornozelo.
Pode-se correr com isso? - Não. Correr tendo uma torção no tornozelo apenas o lesionará ainda mais.
Pé de atleta - Essa infecção por fungos aparece abaixo no arco do pé ou entre os dedos, onde a umidade é maior. São produzidas lesões vermelhas que coçam. Por sorte, os fungos vivem nas camadas exteriores da pele e não invadem o seu organismo. Entretanto, coçar constantemente pode romper a pele e resultar numa infecção que poderá invadir seu organismo.
Causas - Não sabemos por que uma pessoa pega os fungos e outra não, porém o pé de atleta é pego em lugares públicos molhados como vestiários e piscinas. Outra causa igualmente comum é vestir meias e calçados molhados e sujos, os quais são os melhores criadouros de fungos.
Tratamento - Pé de atleta pode ser tratado com medicamentos de balcão. Cremes, sprays e remédios em pó são bem menos eficientes do que ungüentos e gels. A maior parte das pessoas aplica a medicação por poucos dias até que os sintomas sumam, porém não eliminam de fato os fungos. Você deve proceder com as aplicações por duas semanas depois que a vermelhidão e a coceira desaparecerem. Também lhe ajudará passar no pé bicarbonato de sódio misturado com água.
Prevenção - Use meias secas e limpas ao correr. Utilize cremes e sprays para manter seus pés secos. Use sandálias nas duchas ao lado das piscinas e em lugares públicos molhados.
Pode-se correr com isso? - Sim.
Unha preta - Unha preta é causada por um bolha de sangue abaixo da unha. O acúmulo de sangue abaixo da unha a descolore e pode causar pressão e dor, porém, de modo geral, não dói. Na maioria dos casos a unha acaba caindo.
Causas - A unha preta ocorre quando seu dedo se machuca por bater contra o tênis. Isso acontece se você fizer muito treinamento em ladeira, competir demais ou se o seu tênis é muito pequeno para o seu pé. Geralmente, corredores que tem o segundo dedo maior que o dedão são mais suscetíveis a ter a segunda unha machucada.
Tratamento - Você precisa drenar o sangue para remover a pressão. Para fazer isso, limpe sua unha esfregando álcool. Então pegue um clipe de papel, ou outro objeto pontiagudo e estreito, aqueça-o no fogo a empurre-o na sua unha. Drene o sangue, aplique anti-séptico e cubra o buraco com bandagem adesiva.
Prevenção - A melhor forma de prevenir as unhas pretas é usar tênis de corrida que se encaixem adequadamente ao seu pé. A parte onde ficam os dedos deve ser larga o suficiente e o comprimento do tênis deve ser suficiente para que seus dedos não batam contra ele. Deve-se ter um pouco mais de um centímetro de espaço entre o final de seu dedo mais longo (não necessariamente o dedão) e o seu tênis. Meias anti-bolhas podem ajudar a prevenir a fricção.
Pode-se correr com isso? - Geralmente sim. Se o dedo latejar com dor, então é melhor tirar uns dois dias de descanso para sarar.
Bolhas - Bolhas são a acumulação de fluidos entre as camadas interiores e exteriores da pele. Elas raramente são um problema sério, mas podem se infeccionar e forçar uma parada nos treinamentos se não forem tratadas apropriadamente.
Causas - Fricção prolongada entre seu pé e a meia, e entre o seu pé e o tênis, resultam em bolhas.
Tratamento - A bolha deve ser aberta o mais rapidamente possível. Então as camadas da pele irão aderir-se, e você estará correndo sem dor no dia seguinte. Limpe a bolha esfregando álcool ou outra solução anti-séptica e então fure-a com uma agulha aquecida no fogo. Drene o fluido, mas mantenha a pele. Então cubra a área com uma bandagem adesiva. Dentro de 48 horas a maioria das bolhas está seca o suficiente para serem expostas ao ar.
Prevenção - Se você é suscetível a bolhas, procure usar meias de duas camadas ou meias anti-bolhas para minimizar a fricção e umidade (meias feitas de fibras sintéticas respiráveis são boas para manter seu pé seco). Palmilhas de neoprene também podem reduzir a fricção. Mude de tênis de corrida gradualmente, e certifique-se de que está usando um tênis que se encaixa apropriadamente e que é correto do ponto de vista biomecânico, já que muito controle de movimento pode causar fricção. Um tênis de corrida muito apertado também irá causar considerável atrito.
Pode-se correr com isso? - Deixe que o conforto seja seu guia.
Joanete - Joanete é um crescimento ósseo no lado da base do dedão. A pressão do tênis e o movimento nesta articulação podem causar dor. Joanetes gradualmente ficam piores até o ponto que correr, e até caminhar, tornam-se atividades doloridas.
Causas - Joanete é uma condição de artrite que pode ter como causa um defeito genético, problemas biomecânicos (super-pronação) ou calçados apertados.
Tratamento - Se você achar que o seu joanete foi causado por super-pronação, experimente um suporte para o arco do pé ou aparelho ortopédico, os quais podem reduzir a pronação e minimizar o crescimento do joanete. Use um acolchoado sobre o joanete para reduzir a fricção. Se o seu tênis estiver causando muito atrito contra o joanete, corte a área que toca no joanete. Joanetes seriamente incapacitantes podem requerer cirurgia.
Prevenção - Assumindo que a condição não é herdada, a medida mais importante que você pode tomar é usar tênis de corrida que não sejam muito apertados na área frontal. Se a super-pronação for um problema, use tênis da categoria "montion-control".
Pode-se correr com isso? - Sim, a menos que o joanete fique muito dolorido.
Esporão calcâneo - Uma protuberância óssea atrás do calcanhar é chamada de esporão calcâneo. Mais freqüentemente relacionada a um arco do pé elevado, a proeminência óssea espreme-se contra a parte do calcanhar do tênis de corrida. Tanto o tendão como os tecidos moles podem ficar inflamados e doloridos quando isso acontece.
Causas - Se você tem o arco do pé elevado, o osso do calcanhar (calcaneus) pode mudar de alinhamento, e isso causa um enlargamento do osso atrás do calcanhar. As vezes seu corpo criará uma bursa, que é um saco de fluidos que protege seu tendão e outros tecidos moles. Quando estiver usando o calçado, essa bursa se espremerá contra o tênis e causará dor.
Tratamento - Tente remover a área do calcanhar do seu tênis para minimizar a pressão contra a protuberância. Ou corte um pedaço de molesquim em forma de rosca e coloque em volta do inchaço. Se esses métodos não funcionarem, procure um cirurgião ortopedista, o qual pode injetar cortisona na bursa para reduzir a inflamação. Em casos severos, pode ser necessária cirurgia para raspar o esporão do osso de modo que você possa retornar às suas atividades normais sem dor.
Prevenção - Se você tem o arco de pé elevado, use um tênis com bom amortecimento que não tenha a parte do calcanhar muito rígida.
Pode-se correr com isso? - Depende da severidade da inflação e da dor.
Dedos encurvados - Essa condição ocorre no segundo, terceiro ou quarto dedo. O dedo é encurvado ou contraído. O dedinho geralmente também é encurvado. Dedos encurvados não são doloridos em si; entretanto, eles roçam no tênis e a fricção e pressão podem criar uma calosidade (um acúmulo de decido duro e denso), a qual pode ser bem dolorida.
Causas - Dedos encurvados resultam do desalinhamento do pé. Isto pode ser hereditário, mas geralmente a super-pronação faz com que os tendões do dedo sejam puxados a um ângulo estranho, encurvando o dedo. Gradualmente, o dedo se fixa na posição curvada. Uma calosidade de desenvolve para proteger a articulação onde há atrito contra o tênis. Esta condição pode ficar ainda pior com o uso de tênis que não se encaixa bem no pé e provoca atrito contra os dedos.
Tratamento - É melhor tratar o problema no estágio inicial, antes que o dedo se fixe na posição torta. Aparelhos ortopédicos ou suporte para o arco do pé podem corrigir o problema biomecânico que causa o encurvamento do dedo. Você também pode tentar um aparelho conhecido pelos americanos como "hammertoe crest pad", o qual ajuda a colocar o seu dedo na posição normal. Reduza a calosidade com uma lixa. Se a calosidade ficar muito dolorida, a cubra com molesquim. Se o seu dedo estiver fixado, você ou terá que adaptar-se à dor ou sofrer uma cirurgia para corrigir a articulação contraída.
Prevenção - Tênis da categoria "montion-control", assim como ortopédicos, reduzem a pronação excessiva. Certifique-se sempre de que seu tênis de corrida seja largo o suficiente na parte frontal para evitar o atrito e a formação de calosidade.
Pode-se correr com isso? - Você pode continuar correndo se a dor não for muito forte.
Unha encravada - A unha encravada quase sempre ocorre no dedão e causa dor, assim como perigo de infecção onde ela encrava na pele. Se acontecer uma infecção, ela pode se espalhar pelo seu pé ou outras partes de seu corpo.
Causas - Unha encravada pode se resultado de uma série de fatores, indo desde tênis apertado até predisposição genética.
Tratamento - Para tratar a unha encravada você deve limpar a área infeccionada e remover a parte da unha que esta se encravando no dedo. Como cortar a unha pode ser muito dolorido, considere ter um podólogo para fazer isso. Coloque seu pé em água morna duas ou três vezes por dia para reduzir a infecção. Antibióticos raramente são necessários. Se a condição for crônica, um médico poderá remover permanentemente um parte da raiz da unha de modo que você não tenha mais a unha encravada.
Prevenção - Corte suas unhas regularmente, especialmente a do dedão. Use tênis de corrida que seja largo o suficiente na parte frontal para evitar a pressão e atrito contra a unha do dedão.
Pode-se correr com isso? - Quase sempre sim.
Metatarsalgia - Metatarsalgia resulta em dor na parte frontal do seu pé, na área dos ossos metatarsal - aqueles que se conectam aos seus dedos. Embora pareça que a dor é em toda a parte frontal do pé, geralmente é apenas sob um dos metatarsals. Você pode encontrá-lo apertando embaixo de cada um dos metatarsals até encontrar aquele ponto que o faça pular de dor. Você também sentirá uma calosidade ali. Metatarsalgia pode lhe fazer sentir como se estivesse andando sobre uma pedrinha.
Causas - Essa condição geralmente está associada a um problema de alinhamento dos metatarsals. Aquele que dói geralmente é mais baixo que os outros, o que causa pressão e dor.
Tratamento - A melhor maneira de tratar esta condição é reduzir a pressão no metatarsal lesionado. Você pode fazer isso com uma almofada metartasal (metatarsal pad) - uma almofada de em forma de coração feita de feltro ou borracha, a qual quando colocada no seu calçado pode ajudar a aliviar a pressão. Se isto não funcionar, corte um buraco no seu tênis diretamente abaixo do metatarsal dolorido. Geralmente há uma resposta rápida a estas duas medidas, e somente em casos mais severos é necessária uma visita ao médico.
Prevenção - Use tênis de corrida com bom amortecimento e sola macia. Palmilhas como Spenco ou Sorbothane podem ajudar.
Pode-se correr com isso? - Não se doer. Se você correr, fique ciente de que o impacto contínuo pode resultar em fratura de estresse no metatarsal lesionado.
Neuromas - Dor na parte frontal do pé entre o terceiro e quarto dedos, com perda de sensibilidade ou formigamento extendendo-se por esses dedos, quase sempre indica um neuroma. Um neuroma dói mais quando você está calçado e melhora quando tira o tênis e massageia seus pés. Neuromas ficam gradualmente mais doloridos.
Causas - Neuroma é causado por um ou mais nervos na parte frontal do pé pinçados ou irritados, geralmente como conseqüência de uma biomecânica ruim. Se você tem super-pronação, os ossos na parte frontal do pé - os metatarsals - ficam um pouco "soltos" e tem uma movimentação maior, a qual pode irritar os nervos que correm entre os metatarsals. Acompanhando a irritação há inflamação e dor. Se o neuroma é deixado sem tratamento, pode-se desenvolver um tecido cicatrizado em volta do nervo criando ainda mais dor.
Tratamento - Experimente usar uma almofada metartasal (metatarsal pad, uma almofada macia em forma de coração) abaixo da área metatarsal. Isso deve reduzir a movimentação dos metatarsals e diminuir a irritação, desde que os danos aos nervos não sejam muito severos. Alguns suportes ao arco do pé têm almofada metartasal incorporada e podem dar um alívio maior. Se essas medidas não funcionarem, veja um podólogo ou ortopedista. O dano ao nervo pode ser severo, e o seu médico pode considerar o uso de injeções de cortisona. Como último recurso, cirurgia pode ser necessária para remover o nervo lesionado. Isso resolverá o problema, mas pode resultar em permanente falta de sensibilidade entre os dedos.
Prevenção - Já que a super-pronação geralmente é a culpada pelos neuromas, procure usar tênis firmes da categoria "motion-control" para limitar a pronação excessiva.
Pode-se correr com isso? - Pode, mas é melhor esperar até a irritação no nervo se dissipar antes de fazer treinos mais longos.
Plantar fasciitis - Este é um dos problemas mais comuns nos pés dos corredores. Geralmente começa como uma dor leve ou sensibilidade na área da sola do pé próxima ao arco ou ao calcanhar. Gradualmente ela fica mais severa se localiza num local abaixo do calcanhar onde você sente como se tivesse uma pedrinha. Você sentirá que seu pé doerá mais cedo de manhã, mas melhorará a medida que se aquecer durante o dia. Você também notará dor depois da corrida.
Causas - A fascia plantar é um tecido parecido com um ligamento que corre da parte frontal do pé, passando pelo arco do pé, até o osso do calcanhar. Se você tem pé chato, ou se move o pé em demasia quando corre (super-pronação), a fascia plantar fica tensa, com a maior parte do estresse ocorrendo próximo ao calcanhar.
Tratamento - Você precisa, ou dar suporte ao arco do pé, ou diminuir a super-pronação, ou as duas coisas. Tênis de corrida com a sola mais firme geralmente irão ajudar, em especial os da categoria "motion-control", os quais reduzem a pronação. Ortopédicos ou suportes ao arco do pé geralmente são eficientes, já que eles podem dar o suporte extra que você necessita. Você também pode enfaixar o seu pé para dar suporte ao seu arco de pé e à fascia. Se você conseguir correr apesar da dor, massageie a área inflamada do pé com gelo após a corrida. Se nada funcionar, providencie um ortopédico feito sob medida por um fisioterapeuta, podólogo ou ortopedista que tenha conhecimentos sobre a corrida.
Prevenção - Alongue seus músculos da panturrilha antes e depois da corrida. Se você correr com super-pronação, use um tênis firme da categoria "motion-control" para limitar a pronação.
Pode-se correr com isso? - Depende da gravidade. Geralmente você pode correr em casos leves ou moderados de plantar fasciitis.
Sesamoiditis - Abaixo da parte frontal do seu pé, sob a articulação que move o seu dedão, há dois pequenos ossos chamados sesamoid. Estes ossos podem ficar lesionados e inflamados, o que fará com que você sinta como se estivesse caminhando sobre uma pedra. A dor geralmente é aguda, e a área dói sempre que você toca ou pisar com ela.
Causas - Sesamoiditis geralmente ocorre em corredores com arco do pé elevado, o qual não tem pronação suficiente e desta forma não absorvem o impacto muito bem. Também, se você tiver joanete, estará mais predisposto a ter sesamoiditis, já que a deformidade do joanete pode resultar em maior pressão nos ossos sesamoid.
Tratamento - você deve aliviar um pouco da pressão sobre estes ossos. Primeiramente, troque o tênis com a sola firme para um com a sola mais macia. Você também pode usar palmilhas especiais. Se não funcionar, corte um buraco no seu tênis bem abaixo dos ossos sesamoid. A maioria dos casos responderá ao auto-tratamento e à troca de tênis; raramente é necessário ir ao médico.
Prevenção - Se você tem o arco de pé elevado, certifique-se de usar tênis com a sola macia e um bom amortecimento na área frontal.
Pode-se correr com isso? - Provavelmente. Mas se a dor for muito forte, descanse por alguns dias.
Fratura de estresse - Fraturas de estresse são a quebra parcial ou fissura em um osso. Nos pés, a fratura de estresse ocorre no segundo, terceiro e quarto metatarsal. Doerá se tocar no topo de pé, caso não doa, você não tem fratura de estresse. Pode acontecer inchaço, mas isso geralmente não ocorre.
Causas - Fratura de estresse resultam de um estresse crônico sobre o osso, geralmente devido a um super-treinamento prolongado o à troca da superfície a qual costuma correr de macia para uma mais dura.
Tratamento - Se você suspeitar de uma fratura de estresse, procure um médico especialista em esporte para um exame nos ossos. Não corra de maneira nenhuma por seis semanas. Este é o tempo que leva para que o osso sare completamente. Se você tentar correr mais cedo, apenas prolongará o período de recuperação. A boa notícia é que a fratura de estresse geralmente sara sem complicações.
Prevenção - Fratura de estresse no pé geralmente é causada por excesso de treinamento. Se você notar uma dor vaga, ou achar rigidez no pé ou sensibilidade, diminua a intensidade ou volume de treinamento, ou encontre uma superfície mais macia para correr. Obviamente, se você já tiver tido uma fartura de estresse, necessitará mudar o seu treinamento para evitar a repetição da lesão. Também considere trocar o seu tênis por um com melhor amortecimento. E corra pelo menos alguns dias na semana em superfície mais macia como grama ou terra, ao invés do asfalto e calçadas.
Pode-se correr com isso? - Não se deve correr com fratura de estresse.

Lesões na perna

Inflamação nos músculos e tendões, síndrome compartimental, fratura por estresse e distensão muscular

Inflamações na região da tíbia (conhecidas como canelite)
A lesão mais provável em corredores e caminhantes iniciantes é a popularmente conhecida "canelite", que também é chamada de síndrome de estresse do medial tibial, a qual é simplesmente uma inflamação ao longo do lado interno do osso da tíbia.
Fratura por estresse geralmente causa uma dor contínua e restrita a um ponto. Não corra. Se você tem uma dor ou sensibilidade mais difusa no terço inferior da parte interna da perna, ou ao longo de toda a tíbia, e se o alongamento alivia a dor, é menos provável que seja uma fratura. Caso consiga lidar com a dor, corra sobre superfícies mais macias.
No caso de inflamação na região da tíbia, dor é sentida estendendo-se os dedos e realizando exercícios de impacto contra o solo. Dói se você pressionar a área com o dedo. Fisiologicamente, isso é uma inflamação nos tendões ou músculos da área. A dor piora gradualmente durante a corrida, porém, em alguns casos, melhora quando o corpo está bem aquecido mas retorna ao final do exercício. Em outros casos, a dor melhora assim que a corrida termina.
Causas:
* Correr jogando o peso muito pra frente;
* Pisar no solo com o primeiro terço do pé;
* Passadas muito largas;
* Super-pronação;
* Calçado muito apertado ao redor dos dedos;
* Tênis de corrida pouco flexível;
* Arco de pé fraco também pode contribuir;
* Panturrilha rígida estressando as estruturas da tíbia...
* ... A qual faz tensão e puxa os músculos da tíbia;
* Corredores iniciantes são mais propensos.
* Supertreinamento é marca registrada; especialmente:
* Aumentando o volume de treinamento muito rapidamente;
* Correndo sobre superfícies duras;
* Muito treino de velocidade, muito prematuramente, sobre superfícies duras.
Prevenção - Dê preferência a tênis de corrida flexíveis na parte frontal. Troque o tênis de corrida sempre que usá-lo de 480 a 640 km. Use uma calcanheira para reduzir o choque, assim como suporte para arco do pé ou palmilha de amortecimento, se necessário. Não aumento seu volume de treinamento drasticamente ou faça treino de velocidade prematuramente. Equilibre o seu treinamento. Corra uma menor quilometragem e o faça sobre superfícies mais macias. Inclua corrida em piscina ou outra atividade física complementar.
Concreto é seis vezes mais severo para os seus tecidos da tíbia do que o asfalto. O asfalto é três vezes mais severo do que a terra batida. A grama é ainda mais macia, e diminui significativamente o risco de inflação na região da tíbia. Retorne o volume de treino nas ruas em 1,5 ou 3 km por vez à medida que volta ao treinamento pleno. Use ortopédicos ou tênis anti-pronação.
Alongue antes da corrida, e mais uma vez depois do aquecimento. Cometeu um erro no treinamento e está com a canela doendo? Coloque gelo, tome anti-inflamatórios não esteróides e não cometa o mesmo erro novamente!
A canela sempre dói depois de uma sessão de treino na pista de atletismo? Então faça seu treino de velocidade sobre terra batida, grama, areia, ladeira acima, na esteira ergométrica ou faça corrida na piscina. Também conserte qualquer erro no treinamento. Faça a quantidade apropriada de treino de velocidade e corra num ritmo adequado. Gradualmente aumente os treinos de velocidade para até 10% do volume semanal em uma sessão, e não corra mais rápido do que o seu ritmo numa corrida de 5 km até que seja capaz de realizar os 10% sem dores severas.
Não se esqueça de fazer o desaquecimento, ou volta à calma... Provavelmente a parte do treino mais negligenciada. Correr por mais 3 ou 5 km pode parecer horripilante depois de fazer 20 repetições de 400 metros no ritmo de corrida de 5 km. Isso é horripilante se você não está em forma suficiente para correr esses intervalos sem um pouco de reserva! A corrida leve introduz sangue com seus nutrientes e acelera a extração dos produtos do desgaste da corrida rápida. Adicione 400 metros de caminhada no final e você também estará diminuindo o acúmulo sanguíneo pós-exercício que contribui para inflamação nos músculos. Molhe suas pernas com água gelada, coloque seus pés para o alto por 20 minutos enquanto se re-hidrata e desaquece, e então tome uma ducha e faça os alongamentos.
A musculatura da tíbia trabalha de encontro aos grandes músculos da panturrilha, e é a última musculatura a aquecer e a primeira a esfriar. Com isso em mente, faça exercício para fortalecê-la. Sentado numa cadeira, desenhe círculos largos com o seu dedão do pé, e depois desenhe o alfabeto. Depois de algumas semanas, adicione o exercício "pote de tinta": sentado numa mesa, pendure um peso no dedão do pé e o levante flexionando o tornozelo numa seção de 12 repetições. Ou então enganche um cinto elástico, ou item similar, ao redor do dedão do pé e empurre conta ele 10 vezes e depois o puxe em sua direção 10 vezes. Reduza sua quilometragem para se livrar da inflamação na região da tíbia. Já que os músculos da região da tíbia são os últimos a aquecer, vestir meias de cano longo pode ajudar no aquecimento.
Dor na parte exterior da tíbia? Caminhe apontando os pés para dentro por um minuto por dia. Dor na parte interior? Caminhe com os pés apontados para fora por um minuto. Aumente gradualmente os exercícios descritos acima até atingir 5 minutos. Então, pratique a caminhada sobre seus dedos e sobre o calcanhar com os pés apontando para dentro e para fora.
Tratamento - Use gelo e anti-inflamatórios não esteróides no começo da inflamação. Então trabalhe a flexibilidade: alongue antes e depois do exercício. Deite-se de costas com um pé no ar. Coloque uma toalha em volta da sola do seu pé, e puxe com a sua mão esquerda para trazer os dedos do pé para baixo e para a esquerda, o que irá alongar os músculos à direita.
Também massageie gentilmente o músculo respeitando sua tolerância à dor. Use gelo alternando com calor úmido... então submeta a musculatura à amplitude total de movimento. Use anti-inflamatórios não esteróides.

Síndrome Compartimental

Esta enfermidade geralmente está relacionada ao compartimento anterior da parte inferior exterior da perna, a área em frente da fíbula. A parte interior da perna é dominada pelo osso da tíbia. O compartimento sustentado por esses ossos é envolvido por uma bainha forte contendo músculos, nervos e vasos sangüíneos.
A síndrome compartimental resulta em uma dor muscular em decorrência de os músculos terem crescido mais rapidamente do que a bainha que os envolve. Isso inclui uma forma de inflamação na tíbia, porém isso também afeta os outros músculos menores da parte inferior da perna. Seu músculo da tíbia (tibial anterior) ficará rígido, insensível (caso os nervos estejam envolvidos) e você poderá ter uma sensação de pressão devido ao excesso de fluido ou desenvolvimento do músculo. A dor é na parte exterior da perna e, diferente da verdadeira inflamação na tíbia, a dor aparece durante o exercício e dura até muito tempo depois de terminar a sua sessão de treinamento. O diagnóstico é feito com a verificação através de pressão, embora o especialista geralmente vá verificar se há fratura por estresse antes.
Alguns músculos crescem tanto que eles constringem o fluxo sangüíneo na bainha, resultando em necrose (uma emergência médica) do músculo. Os nervos na bainha também podem ser pressionados.
Massagem, gelo e anti-inflamatórios podem ajudar, porém pode ser necessário ficar vários meses sem correr. Cirurgia (fasciotomia) pode ser necessária se a dor retornar, isto aliviará a pressão e dará ao músculo mais espaço para se expandir. A primeira providência é reduzir sua quilometragem para permitir seus músculos, e a bainha que os rodeia, se adaptem.
Tal qual as inflamações na tíbia, a síndrome compartimental ocorre em pessoas que elevaram rapidamente a quilometragem ou introduziram treino de velocidade subitamente. Alongue regularmente e faça exercícios com pesos leves e mais repetições para diminuir o risco.

Outros problemas nos músculos

Esses e outros problemas musculares são geralmente tratados pelo método RICE . Previna ou proteja os seus músculos de sofrerem mais danos com descanso, gelo, compressão e elevação.
Quando você se contunde, e é você que provoca a contusão, os vasos sangüíneos na área contundida se expandem. O fluido extra, ou edema, causa dor. Não mascare essa dor com Tylenol. O sangue é necessário para levar o material de reparo, mas muita inflamação constringe o fluxo sangüíneo e pode interferir na cura: combata o inchaço com gelo. Use gelo por 15 minutos a cada hora durante 2 dias.
Gelo diminui a inflamação, prevenindo muitos pontos sensíveis de ficarem lesionados. Molhar as suas pernas com água gelada depois da corrida tem o mesmo efeito -- isso pode diminuir a fadiga e ainda diminuir a temperatura corporal. Você pode usar gelo para resfriar a área inflamada, ou então ervilhas congeladas ou outros vegetais, ou ainda um daqueles "cold packs". Alguns minutos depois de remover a compressa de gelo, o sangue irá correr para a área machucada levando nutrientes que ajudarão na recuperação.
Uma vez que o calor atrai mais sangue e fluidos, use calor somente depois que o inchaço tiver ido embora.
Um bandagem de compressão precisa de habilidade para ser usada. Nunca permita que a compressão restrinja a circulação sangüínea para os dedos do pé.
Elevar o membro lesionado por uma hora ou duas também pode ajudar a diminuir a inflamação, mas o seu principal parceiro é o gelo ou seu equivalente.
Ainda dói depois de múltiplas aplicações de gele e elevação? Então tome a dose apropriada de anti-inflamatórios não esteróides para diminuir a inflamação.
Exercícios fortes aumentam os níveis de radicais livres, os quais podem danificar seus músculos. Pesquisadores finlandeses demonstraram que tomar 2.000 miligramas ( 2 gramas) de vitamina C antes, durante e depois de uma corrida de 10 km acelera a recuperação. A vitamina E também funciona. Use esta combinação por 5 ou 6 sessões chaves ao mês para evitar os efeitos colaterais de consumo muito alto de vitaminas.
Como regra, o músculo distende na parte posterior da perna devido a correr muito rápido, ou devido à passada muito larga. Você precisará repousar e ir mais devagar.
Diminuir o trabalho de velocidade com alguns dias de descanso ativo, e submeter os seus músculos numa amplitude de movimento confortável, irá levar nutrientes que estimularão a recuperação. Assim, você também manterá a forma. Massagem pode aumentar a circulação, levando nutrientes e oxigênio aos músculos tensos, ou lesionados, apressando a recuperação, ou, pelo menos, tornando a dor menos desconfortável. Massagem pode reduzir os níveis de dor e estresse, porém tente não usar isso para habilitá-lo a voltar diretamente para as pistas e distender novamente o músculo. O endereço da American Massage Therapy Association: www.amtamassage.org
A distensão muscular é classificada desde o primeiro grau, no qual há pouco dano ao músculo e nenhuma restrição à extensão do movimento; ao segundo grau com maiores danos e inchaço; até o terceiro grau no qual há a ruptura completa do grupo muscular e limitação severa de movimentos. Geralmente, quanto mais dói, maior é a área do tecido muscular distendida. O terceiro grau de distensão geralmente precisa ser tratado por um especialista, para ajudá-lo a superar a dor e o perigo de um dano duradouro se não houver a reabilitação apropriada e com paciência.
A distensão muscular maior irá exigir que você pare de correr. Distensões menores, se não doem quando você corre, irão curar com descanso ativo. Mas:
* Corra 20 segundos por km mais lento que o usual;
* Evite corridas longas... faça 11 no lugar de 22;
* Evite ladeiras... você tende a correr muito rápido quando as desce.
* Nada de treinos de velocidade;
* Não dê passadas muito largas.
Combinação de corrida leve e método RICE para a fase aguda de aproximadamente 2 dias, então alongamento e massagem depois, e anti-inflamatórios, se apropriados, devem ajudar a recuperação dos músculos.
Pratique o bom estilo de corrida antes de fazer treinos de velocidade novamente. Use tênis de corrida apropriados. Se você usa tênis leves de competição para as sessões de velocidade, faça bastante alongamento da panturrilha e Aquiles para prepará-los para o calcanhar baixo. Entre na corrida rápida depois do aquecimento, alongamento e exercícios. Faça menos repetições nas primeiras duas sessões ao voltar.

Fratura de estresse da tíbia

A dor provocada pela fratura de estresse é geralmente contínua e restrita a um ponto. Não corra.
Se você sentir dor quando pressiona a tíbia... descanse. Fraturas de estresse não aparecem no Raio-X até que a cicatrização já esteja avançada. Porém, elas podem ser confirmadas bem cedo por uma varredura do osso. O dilema --- a fratura de estresse requer de 6 a 8 semanas de exercício sem impacto para curar. Use exercícios sem corrida para manter o tônus muscular até que confirme se você tem uma fratura. Corrida na piscina, treino elíptico e ciclismo são as melhores opções de exercício.

Dor muscular tardia

Quem faz qualquer tipo de exercício ou pratica esporte está acostumado com dois tipos de dores também conhecidas como musculoesqueléticas. Uma, mais ou menos aguda acontece no final de uma série ou durante as pausas estando mais relacionadas com os produtos metabólicos finais e costuma desaparecer ainda durante a seção de exercícios. A outra, a Dor Muscular Tardia, vem nas 24 a 56 horas depois da atividade e apesar de discutida a verdadeira causa, depende quase que diretamente da intensidade, duração de esforço e do tipo de exercício realizado. Sendo assim, a principal causa pode estar relacionada a microtraumatismos e inflamação aguda das fibras musculares, estiramento excessivo do tecido conjuntivo do músculo, alteração no mecanismo celular de entrada e saída de cálcio ou vários fatores conjugados.
Os iniciantes, assim como os idosos, estão mais sujeitos à dor mas qualquer pessoa resolvendo fazer uma atividade para a qual não esteja acostumada poderá ser surpreendida com as dores musculares que também não deixam de ser uma adaptação normal do organismo. Esse é o grande segredo e a maior dificuldade do treinamento de força. Progredir conjugando estímulo x recuperação x novo estímulo respeitando as limitações da dor. Encontrar a carga certa para cada momento sem deixar agudizar as dores trazendo como conseqüência a lesão. Descansar demais pode-se não evoluir ou perder o ponto certo da supercompensação para melhor aproveitamento do objetivo proposto. Treinar sempre com a mesma carga, mesmos métodos, e mesmo tempo de recuperação pode ocorrer um efeito conhecido por destreinamento onde o nível de força permaneça inalterado mas o volume muscular diminui Zatsiorsky, (1999).
Acrescentar carga sem critério científico o resultado quase sempre é ruim. É sempre bom lembrar que dor é quase sempre um sinal de alarme e não deve ser de todo desprezada. Entretanto, se for suportável a rotina de exercício da planilha de treinamento deve continuar ou mesmo diminuir a intensidade. Se for uma dor aguda a atenção deve ser redobrada podendo ser o caso de suspensão da atividade. Nessa hora, bom senso. Ao contrário do que se divulga em textos leigos, a Dor Muscular Tardia não está relacionada à concentração de lactato sangüíneo e sim com o tipo de contração muscular. MacArdle (1998) cita que as contrações excêntricas, como por exemplo correr na descida, não aumentam tanto a concentração de lactato mas geram dores musculares.
Como já vimos em edições passadas, está bem estabelecido pela ciência que a contração excêntrica gera uma quantidade de força aproximadamente duas vezes mais que as isométricas recrutando menor número de unidades motoras implicando em maior estresse mecânico. A dor Muscular Tardia pode ou não estar associada à inflamação das fibras musculares que podem advir das contrações excêntricas. O que não está bem estabelecido é a questão da inflamação estar especificamente associada ao tipo de contração. Pelo sim pelo não, o fato é que a Dor Muscular Tardia é um fato conhecido. Da mesma forma, a causa não se refere a apenas "uma" circunstância. Aí está mais uma boa razão para esquecermos certas afirmações vistas em salas de musculação e até em cursos.
Discussões a parte, pelo menos a maioria dos pesquisadores aceita uma seqüência de fatos a saber: As ações de estiramento alteram a permeabilidade da membrana celular rompendo as proteínas estruturais dentro das fibras, do tecido conjuntivo e do sarcolema trazendo como conseqüência o desequilíbrio da função dos íons de cálcio. Abrem-se assim, portas para a presença de microrganismos causadores da inflamação. O organismo tentando se proteger libera substâncias vasodilatadoras estimulando as terminações nervosas geradoras da dor. A proteção de danos maiores e futuras ações similares é feita com a presença de proteínas de estresse que também são estimuladas iniciando a regeneração tecidual. Aí mora o segredo! Esse mecanismo protetor é transitório e seu efeito termina se o treinamento não tiver uma seqüência.

Entorses do tornozelo

As lesões do tornozelo estão entre os mais comuns problemas vistos por médicos em atendimento de emergência, sendo graduadas dependendo da gravidade da lesão.As entorses podem envolver os ligamentos laterais, ligamentos mediais e ou a sindesmose.
Lesão do Complexo Ligamentar Lateral
O complexo ligamentar lateral é formado pelo ligamento talofibular anterior (LTFA), pelo ligamento talofibular posterior (LTFP) e pelo ligamento fibulocalcâneo (LFC).A maioria das entorses do tornozelo envolvem o complexo ligamentar lateral., comumente associadas a atividades esportivas, especialmente em atletas entre 15 e 35 anos de idade.O paciente geralmente relata uma lesão do tornozelo quando fazia um movimento de mudança de direção e a maioria lembra-se da direção do movimento. As causas comuns são atividades esportivas, como futebol, saltos, corridas, ou traumatismos quando caminhava ou descia uma escada.No exame é facilmente localizado o ponto de dor sobre os ligamentos que foram lesionados. Aumento de volume e equimose podem estar presentes no local.Os exames radiográficos são úteis para identificar alguma lesão óssea, como uma fratura ou avulsão.As entorses do tornozelo são classificadas em três graus: Grau I envolve uma lesão microscópica do ligamento. Grau II envolve uma lesão macroscópica. Grau III uma completa ruptura do ligamento.
TratamentoLesões grau I e II ocorrem nos ligamentos LFC e LTFA, e são tratadas conservadoramente, com repouso, gelo, elevação da extremidade, medicações anti-inflamatórias, por 24 a 72 horas. Após, avalia-se a estabilidade e inicia-se o tratamento fisioterápico, com retorno gradual a atividade física.Lesões grau III freqüentemente apresentam ruptura dos LFC e do LTFA, podendo tornar-se um tornozelo instável. O tratamento conservador pode ser realizado inicialmente, com imobilização por cerca de 6 semanas, quando então inicia-se um programa de fisioterapia. Alguns autores preferem o tratamento cirúrgico em determinados pacientes, especialmente atletas de alto nível.Aproximadamente 20% dos pacientes podem apresentar sintomas residuais de dor e instabilidade após uma lesão do tornozelo.
Lesão do Complexo Ligamentar Medial
É formado pelo deltóide superficial e profundo, sendo uma lesão muito menos comum e quando ocorre geralmente está associada a outras lesões, como da sindesmose e do complexo ligamentar lateral, usualmente com lesão parcial das fibras do deltóide superficialA lesão isolada do deltóide deve ser tratada conservadoramente, pelo método PRICE (proteção, repouso, gelo, compressão, elevação, antiinflamatórios e fisioterapia.

Machuquei-me, e agora ?

O que fazer? É claro que sempre tomamos as precauções devidas para evitar as contusões. Mas elas acontecem. E o que fazer se o seu médico só tem uma hora livre para te atender em três dias?
Você também pode estar sentindo uma dor leve após a corrida, que não exigiria cuidados médicos, mas que não gostaria de ver progredindo em algo mais grave. O método mais indicado para tratamento rápido em casa é o RICE, que explicarei a seguir.
O mais importante é evitar que as contusões apareçam.Então, siga estes princípios:
. Não aumente sua quilometragem mais que 10% por semana ;. Use tênis de corrida adequado e os troque quando tiverem mais de 800 km ;. Faça alongamentos ;. Não descuide-se do aquecimento e volta à calma ;. Evite pisos muito duros, inclinados ou irregulares e ;. Não aumente volume e intensidade do treinamento simultaneamente.

O método RICE

O método RICE (que pode ser combinado com anti-inflamatórios) é a melhor resposta imediata para a maioria das contusões. Ele significa (em inglês) :
R-est -> repouso
I-ce -> gelo
C-ompression -> compressão
E-levation -> elevação

Repouso:Não necessita de maiores explicações. Seu corpo precisa do repouso para se recuperar.
Ice - Gelo:Envolva cubos de gelo em uma toalha molhada ou, melhor ainda, utilize um daqueles "cold packs" vendidos em lojas de esporte e coloque sobre a área machucada. Não coloque gelo diretamente em cima do machucado pois isso poderá causar bolhas ou queimaduras. O limite de tempo para cada aplicação é 15 minutos, mas você pode repetir a cada hora.
Compressão:O objetivo aqui é diminuir a irrigação sangüínea no machucado. Pode ser utilizada uma bandagem, mas tome cuidado para não apertar demais e impedir a circulação o que poderia ocasionar gangrena. Você pode alternar compressão com gelo. Se a região machucada ficar dormente, pare o processo de compressão.
Elevação:Elevar o membro contundido diminui a pressão sangüínea na área.

fonte: internet

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Minha Genealogia no Karate-do


Dojo Kun

Dojo kun

É o conjunto de cinco preceitos (kun ) que são normalmente recitados no começo e no fim das aulas de karate-do no dojo (local de treinamento). Estes preceitos representam os ideais filosóficos do karate-do e são atribuídos a um grande mestre da arte do século XVIII chamado "Karate" Sakugawa.

Hitotsu jinkaku kansei ni tsutomeru koto
(Esforçar-se para aperfeiçoar o caráter.)

Hitotsu makoto no michi o mamoru koto
(Fidelidade ao verdadeiro caminho da razão.)

Hitotsu doryoku no seishin o yashinau koto
(Criar o espírito do esforço e da perseverança.)

Hitotsu reigi o omonjiru koto
(Respeitar acima de tudo.)

Hitotsu kekki no yu o imashimeru koto
(Conter o espírito de agressão.)
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